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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um passo em frente, dois passos atrás.


               Boa noite queridos leitores! Hoje estou no meu primeiro dia sem cigarro. Para o titulo da postagem de hoje, lembrei do Lênin, líder da Revolução Bolchevique de 1917. Para a Rússia passar por um processo de transição, de um sistema capitalista para o socialista era necessária uma transição lenta e gradual. “Um passo em frente, dois passos atrás.”
                Primeiro dia não foi muito fácil. Dei aula pela manhã. Mas a dor de cabeça me pegou de jeito. Normalmente depois da aula, vou almoçar em um restaurante perto da escola e a minha “sobremesa” era um cigarro. Hoje almocei, não fui pra rua fumar. Talvez a maior parte do não querer fumar e talvez o mais difícil seja largar do hábito. Sim, os hábitos. Aquela coisa de fumar depois que come, fumar tomando um café. Vi, apesar de já saber, que não preciso ficar satisfeito tendo obrigatoriamente acendido um cigarro. Muito chiclete e muita água nesse dia. O corpo sente falta, resolvi fumar 1 cigarro apenas. O que é um grande avanço, para quem fumava em média uma carteira por dia. Largar totalmente um vício é complicado, o corpo GRITA e quando tu vê, acaba fumando mais do que deveria. Estou nessa fase de transição, lembrando do Lênin “Um passo em frente, dois passos atrás”.
                Gostaria de agradecer ao apoio dos meus amigos, meus leitores que de alguma forma se manifestaram nessa caminhada.

domingo, 27 de maio de 2012

Fumo, não nego.

Meu nome é Rafael, sou Historiador e Professor da rede pública estadual em Santa Cruz do Sul-RS. Tenho 21 anos e há 4 sou fumante. Decidi começar a parar de fumar. Em virtude de mudança na saúde (para pior), na aparência e fora os malefícios que o cigarro provoca e que todos sabem, mas fumantes ignoram, decidi hoje, 27 de maio de 2012, parar de fumar. É um domingo, dia turbulento e eu estou fedendo. Fedor de nicotina.
Comecei a fumar aos 18 anos, logo que entrei na Universidade. Não sei de quem é a culpa. Aliás, eu sou o único culpado por ter entrado no tabagismo. Mais ninguém. Como sou Professor, duas coisas me chamaram a atenção: sem voz a maioria do tempo e constantes irritações na garganta, fora a vergonha que sinto ao estar fumando e um aluno meu, ou ex-aluno cruza por mim na rua e fala: O Professor fumando? Quando ouço isso, parece que cometi um assassinato. O que não deixa de ser. Assassinato do meu corpo. Um "auto-assassinato" (Sei que isso se chama suicídio, mas o que vale é a liberdade poética).
Criei o blog, para escrever sobre essa batalha que é o parar de fumar. A semana vai ser infernal. Mas estou decidido. Acompanhem--me neste Calvário.
Boa semana.